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Três novos shoppings no extremo Sul

Rio Grande, no extremo sul brasileiro, sempre foi associada à atividade portuária. Nos últimos anos, a abertura de estaleiros, que criou um polo de construção naval na região, mudou o perfil econômico do município. A cidade, que não aparecia entre os cem maiores PIBs municipais do País em 2005, passou a ocupar a 71.ª posição cinco anos depois, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Rio Grande também subiu de posição em território gaúcho, tornando-se o quarto maior polo econômico do Estado. Apesar de todo esse avanço, as duas maiores cidades da região - Rio Grande e Pelotas - não tinham nenhum shopping center até o ano passado. Em dezembro de 2013, foi aberto o primeiro centro comercial de Pelotas. Em abril, Rio Grande também passou a ter um shopping. Os dois centros comerciais vieram atrás da renda gerada pelas empresas de construção naval. Só a Engevix, que trabalha para a Petrobrás, criou 8 mil empregos diretos e indiretos na região. Por enquanto, os investimentos não deram sinal de arrefecimento. De janeiro a junho, segundo o Dieese, 4 mil vagas foram abertas na cidade. "Antes, a gente só tinha uma diversão aqui: a praia. Como o crescimento foi muito grande, chegaram novos moradores. E aí veio a demanda por outros tipos de atividade", diz Renan Lopes, presidente da Câmara de Comércio de Rio Grande. Apostando nessa sede por consumo e diversão, a empresa de shoppings Partage já iniciou a construção de um segundo centro comercial na cidade, que deve ser inaugurado no ano que vem.

O diretor de novos negócios da Partage, Júlio Macedo, diz que tentou negociar com a empresa que abriu o primeiro shopping da cidade, a 5R, para unir os dois projetos. Não houve acordo, e as duas companhias seguiram adiante.

Para se diferenciar do pioneiro, a Partage pretende investir nas lojas âncoras, que são vistas como fator de atração de público. Macedo diz que a Partage - que administra vários empreendimentos no interior do País, em locais como em Parauapebas (PA) e Mossoró (RN) - já tem contratos assinados com empresas como Renner, Riachuelo, Marisa e Americanas.

Apesar de admitir que chegar em segundo não é a situação ideal, o executivo espera que o mercado se acomode aos dois shoppings. "Haverá alguma redução num primeiro momento, mas o ajuste será temporário."

O Shopping Praça Rio Grande, inaugurado em abril, está longe de ser uma obra pronta. O empreendimento de estreia da empresa 5R comporta 124 lojas, mas ainda funciona com a metade da capacidade. O cinema deve ser inaugurado dentro de dois meses. Algumas lanchonetes e restaurantes da praça de alimentação também não ficaram prontos.

Com duas a três inaugurações por semana e 12 lojas em obras, o diretor da 5R Shoppings, Francisco Ferraz, espera que o empreendimento esteja em plena operação antes da temporada de Natal. O mix de lojas do Praça Rio Grande é composto por âncoras nacionais, como Americanas e Marisa, e redes regionais como Certel (móveis e eletrodomésticos) e Pompeia (moda e calçados).

Mesmo com o empreendimento de Rio Grande em maturação, a 5R já desenvolve outros shoppings no interior, como em Uberlândia e Uberaba, ambas em Minas Gerais.

 

Fonte: Estado de São Paulo