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Valores globais

O presidente da feira Expo Revestir, Antônio Carlos Kieling

Em um passado, não muito distante, éramos meros copiadores de lançamentos que aconteciam mundo afora. Mas hoje, felizmente, muita coisa mudou. O Brasil é o segundo produtor mundial de cerâmica para revestimentos, atrás somente da China, e caminha a passos largos para se colocar à altura de sua posição no ranking internacional. “Nossa indústria preza cada vez mais por seu design”, afirma Antonio Carlos Kieling, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica (Anfacer). A entidade é promotora da Expo Revestir e do Fórum Internacional de Arquitetura e Construção, realizados na semana passada no Transamérica Expo Center, em São Paulo, onde ele falou ao Casa.

A Revestir tem se caracterizado por investir na formação de seu público alvo, por meio de intensa programação de seminários paralela à feira. Como a iniciativa pode ajudar a agregar valor à cerâmica nacional? 

Uma das estratégias fundamentais da Anfacer é investir na internacionalização de nossa produção. Internacionalizar significa incorporar conceitos e valores globais de competência e competitividade. Na medida em que nossa feira tem nos profissionais da arquitetura e design seu público alvo, colocá-los em contato com o que está acontecendo no mundo, fazendo com que esses conceitos se incorporem ao exercício de suas profissões, é fundamental. Só assim eles passarão a exigir que a indústria de materiais entregue soluções verdadeiramente inovadoras. E isso, sem dúvida, só pode agregar qualidade e valor a nossos produtos.

Quais os pontos positivos da nossa cerâmica quando comparada a similares mundo afora? 

Um aspecto animador que se consolida a cada dia é a incorporação de conceitos de sustentabilidade avançada em todas as fases de produção.

E o que pode ser aprimorado?

O que precisamos melhorar são os processos ligados ao consumo de energia. A cerâmica, entre nós, ainda é um elemento viciado em energia. Precisamos encontrar métodos mais eficazes de aproveitamento energético.

 

Fonte: Estadão